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terça-feira, 1 de abril de 2025

Cuidados com o seu Filhote!

 

Guia Rápido: Cuidados com Seu Pet no 1º Ano


O primeiro ano do seu filhote é essencial para saúde e comportamento. Veja os cuidados-chave:



📌 Alimentação

  • Ração premium para filhotes

  • Horários fixos e nada de comida humana perigosa

💉 Saúde Básica

  • Vacinas (siga o calendário completo)

  • Vermífugo a cada 3 meses

  • Consultas veterinárias mensais no início

🛁 Higiene

  • Banhos só após 2 meses com produtos próprios

  • Escovação semanal e corte de unhas

🎾 Comportamento

  • Socialize com pessoas/animais (após vacinas)

  • Ensine comandos básicos com reforço positivo

⚠️ Prevenção

  • Controle pulgas/carrapatos


  • 🚨 Sinais de Alerta

Vômitos, diarreia, apatia ou falta de apetite prolongada = VETERINÁRIO URGENTE

Dica extra: Invista em brinquedos e amor – um filhote bem cuidado vira um adulto saudável! ❤️🐾



Quer um Guia completo para cuidar do seu filhote?


O E-book Crescendo com seu cão - Guia pediátrico vai te trazer tudo o que você precisa para o seu bichinho crescer saudável e feliz!

O E-book inclui: Comportamentos, Alimentação, Higiene, Imunização, Prevenção, Antiparasitários e Castração!

segunda-feira, 31 de março de 2025

A Importância dos Projetos de Castração de Cães e Gatos no Brasil


A Importância dos Projetos de Castração de Cães e Gatos no Brasil

O controle populacional de cães e gatos é um desafio significativo no Brasil, onde milhares de animais vivem nas ruas, enfrentando abandono, fome e doenças. Projetos de castração surgem como uma solução humanitária e eficaz, não apenas para reduzir o número de animais abandonados, mas também para melhorar a saúde pública.

Redução de Animais em Situação de Rua

A superpopulação de animais domésticos é um problema que se agrava rapidamente. Uma única cadela não castrada pode gerar, em média, 16 filhotes por ano, enquanto uma gata pode ter até 12. Muitos desses filhotes acabam abandonados, aumentando o número de animais nas ruas.

A castração impede a reprodução descontrolada, reduzindo gradualmente a quantidade de animais abandonados. Isso diminui o sofrimento dos bichos, que muitas vezes são vítimas de maus-tratos, atropelamentos e doenças. Além disso, abrigos e ONGs ficam sobrecarregados com o alto número de resgates, e a castração ajuda a aliviar essa pressão.

Benefícios para a Saúde Pública

Animais abandonados podem transmitir zoonoses (doenças que passam de animais para humanos), como raiva, leishmaniose e toxoplasmose. Quando a população de cães e gatos nas ruas é grande, o risco de surtos aumenta. A castração, aliada à vacinação e à conscientização, ajuda a controlar essas doenças.

Além disso, animais castrados tendem a ser mais dóceis, reduzindo comportamentos agressivos e o risco de ataques. Eles também fogem menos, diminuindo a propagação de parasitas e o contato com outros animais doentes.

Impacto Econômico e Social

Manter animais nas ruas gera custos para os municípios, que precisam investir em captura, abrigos e, muitas vezes, em eutanásia (um método cruel e ineficaz a longo prazo). A castração é uma alternativa mais barata e sustentável, pois evita a reprodução desenfreada e reduz gastos públicos com saúde animal e humana.

Projetos de castração popular, especialmente em comunidades carentes, também promovem a posse responsável. Muitas pessoas não castram seus pets por falta de recursos, e programas gratuitos ou subsidiados ajudam a mudar essa realidade.


Investir em castração é cuidar do bem-estar animal e da sociedade como um todo. Campanhas de conscientização, parcerias entre prefeituras, clínicas veterinárias e ONGs, e políticas públicas eficientes são essenciais para ampliar o acesso a esse serviço.

Reduzir o número de animais abandonados significa menos sofrimento, menos doenças e uma convivência mais harmoniosa entre humanos e pets. A castração não é apenas um ato de compaixão – é uma necessidade para um futuro melhor.

Você apoia a castração de animais? Conhece algum projeto na sua cidade? Compartilhe e ajude a espalhar essa causa! 🐾

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Obesidade

Assim como em humanos, a obesidade em cães e gatos é um problema cada vez mais comum e pode afetar a saúde dos nossos animais de estimação. Quando um pet está com sobrepeso, ele fica mais propenso a desenvolver doenças sérias, como problemas cardíacos, diabetes, artrite e até dificuldades respiratórias. Mas a boa notícia é que, com cuidados simples, é possível prevenir e tratar a obesidade nos nossos bichinhos.

A obesidade por definição é o acumulo excessivo de gordura no corpo, e é considerado obesidade quando o animal esta de 15 a 20% acima do peso padrão da raça, outro parâmetro para avaliar se o animal esta acima do peso é através das costelas, que devem ser facilmente palpáveis, e o animalzinho deve ter uma cintura, se o bichinho estiver com uma forma abaulada provavelmente este está encaminhando para obesidade ou é obeso . Há algumas raças que são mais predisposta a obesidade como os labrador, beagle, basset hound, rottweiller, sendo mais comum animais adultos a idosos.

A obesidade pode ocorrer por diferentes motivos:

- Superalimentação (balanço energético positivo): que é a maioria dos casos, comum em animais que ficam a maior parte do tempo dormindo, e comem muito, e que o proprietário frequentemente oferece guloseimas, ou seja, comem mais do que gasta.

- Disfunção hormonal: como hipotireoidismo, neste caso o animal pode ter um aumento de peso moderado a acentuado, porém sem aumento do apetite, e geralmente essa disfunção vem associada a outros sinais como hipotermia, alterações dermatológicas, entre outros. Essa disfunção pode ser detectada através de dosagem dos níveis séricos de triglicerídeos, colesterol, e a função tireoidiana pelo T4 total, T4 livre e TSH.

- Estresse: Comum em animais que ficam muito sozinhos, e com carência de atenção, e para aliviar essa tensão acabam comendo mais que o necessário.

Além disso, fatores como genética, idade avançada, castração e até alguns problemas de saúde podem contribuir para o ganho de peso.

A alimentação inadequada também é um grande vilão. Petiscos em excesso, ração de baixa qualidade ou dar comida humana para o animal pode levar ao aumento de peso de maneira rápida e silenciosa.

O problema da obesidade vai muito além do que apenas a aparência, pode levar a sérias complicações como: problemas articulares e na coluna, alterações cardiovasculares, maior chance de desenvolver a diabetes, disfunção reprodutiva, transtornos cutâneos, lipidose hepática, e consequentemente menor expectativa de vida dos nossos bichinhos.

Como tratamento, inicialmente o proprietário deve se conscientizar de que seu animal esta obeso, e então sob orientação do médico veterinário iniciar uma dieta, associada a exercícios físicos. Hoje em dia existem diversas rações que apresentam menor concentração calórica (light), e também suplementos que ajudam na queima de gordura corporal, mantém a massa magra, diminui os níveis de estresse, e ainda faz o controle da glicemia.

Dicas para prevenção:

- Alimentação balanceada: Ofereça uma dieta equilibrada e adequada para a idade, raça e porte do seu pet. Evite dar petiscos em excesso e tenha cuidado com as sobras de comida humana.

- Exercícios regulares: Caminhadas diárias e brincadeiras são essenciais para manter o pet ativo e evitar o ganho de peso. Cada animal tem uma necessidade diferente de atividade física, então converse com o veterinário sobre a quantidade ideal para o seu pet.

- Visitas regulares ao veterinário: Consultas periódicas são importantes para monitorar o peso e garantir que o animal não tenha problemas de saúde relacionados à obesidade. O veterinário pode recomendar ajustes na alimentação ou um plano de emagrecimento adequado.

- Controle de porções: Use uma balança para medir a quantidade de ração que o seu pet deve comer. Seguir as recomendações do fabricante ou do veterinário ajuda a evitar o excesso de comida.

- Evite dar comida humana: Alimentos como pães, doces e comidas gordurosas não são bons para cães e gatos. Além disso, eles podem acabar acostumando-se com essa alimentação e rejeitar a ração.

Cuidar da alimentação e do peso do seu animal é essencial para garantir que ele tenha uma vida longa e saudável. Se o seu pet está com sobrepeso, não espere muito tempo para procurar ajuda.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quanto custa ter um cão ou gato?

Fonte:Blog Pethub

Você já parou para pensar quanto custa ter um animal de estimação? O que você considera caro ou não? Quanto o seu cão ou gato custa por mês?
São perguntas pertinentes para quem quer adotar ou comprar um animal mas ainda não parou para pensar nisso e talvez siga agindo por impulso. Abaixo listei as principais despesas e prioridades desde quando o seu peludo é um filhote.

Então vamos la!

Se você optar por comprar um cachorro/gato existem inúmeras raças, inúmeros criadores e inúmeros preços, mas, um cão por exemplo não sai por menos de R$500,00 hoje. Não temos muitos criadores de gatos por aqui, a maioria deles vem de fora então teríamos um valor minimo de R$1500,00 por animal (dependendo da raça e criador).

Caso você escolha adotar (o que indico do fundo do meu coração) todos esses gastos citados acima podem ser revertidos em cuidados com o peludo.
Hoje encontramos inúmeros cães e gatos para adoção, de todos os tamanhos, de todas as cores, especiais ou não e alguns de raça também.

Então vamos lá. Você adotou/comprou um filhote de cão ou gato, ou um de cada, o que é necessário nesse inicio de vida desse peludo?

- Levar seu peludo recém adquirido até o veterinário para uma primeira consulta

       Aqui o profissional adequado vai avaliar a saúde do seu filhote e fazer as primeiras orientações como a vermifugação (caso o criador já não tenha feito), tipos de ração ou comida natural, se os petiscos podem ser dados e em quais momentos, como ensinar que ele faça o xixi e coco nos locais adequados (gatos já vem sabendo isso, fica a dica ;D), quais os sinais de alerta que devo me preocupar, quais brinquedos são adequados, qual a quantidade de alimento eu ofereço e quantas vezes ao dia e por fim a vacinação. Geralmente nessa primeira consulta não é feita a vacinação porque seu mini peludinho precisa ficar uns dias com você em casa e em observação para que a vacina não seja feita em situações de stress que podem mascarar algumas doenças em fase inicial.
      O valor desse serviço varia de acordo com a região em que você está mas, hoje, aqui em Londrina, uma consulta fica em torno de R$80,00 a R$100,00.

- Vermifugação 

   Após a consulta no veterinário e suas orientações chegou a hora do vermífugo. Temos inúmeros produtos no mercado, acredito que dentro da "farmácia veterinária" esse seja medicamento que mais tenha variações de composição, preços e laboratórios. Então seguindo a orientação do seu veterinário você irá adquirir o vermífugo e administrar para o seu peludo. Alguns veterinários já fazem isso no momento da consulta se o seu peludo está bem.
   O valor aqui vai variar de acordo com o peso de seu filhote e o vermífugo recomendado. Você vai encontrar a venda os comprimidos separados ou caixa fechada. O preço de cada comprimido para 10kg pode variar de R$5,00 a R$30,00, aqui as orientações do seu veterinário serão muito importantes para evitar confusão e a administração de uma medicação inadequada.

- Vacinação

É chegado o momento da agulha. No Brasil não temos erradicada nenhuma doença, inclusa nas vacinas, dos nossos peludos, nem a raiva (por mais que isso seja falado).
É imprescindível fazer a vacinação correta e diretamente com o veterinário do seu peludo. PetShops e Casas Agropecuárias não podem fazer vacina em seus balcões, a não ser que o mesmo tenha um consultório anexo e um veterinário durante todo o período em que o estabelecimento funciona.

Para cães temos as vacinas contras as viroses (cinomose, parvovirose, adenovirose, leptospirose...) e essas são chamadas de v6, v8 ou v10 de acordo com a quantidade de doenças inclusas na vacina.
Em geral, dependendo da conduta do veterinário, raça do seu cão (Rottweillers e Pastor Alemão devem sempre receber 4 doses) e da sua região, são 3 a 4 doses. Cada dose aqui vai variar de R$60,00 a R$80,00 e elas devem ser feitas a cada 21 dias. Para o inicio do protocolo vacinal seu peludo deve ter 45 dias. Na administração da ultima dose de vacina contra viroses deve ser feita a vacina contra Raiva, em uma dose somente (estudos estão sendo feitos para saber se será necessário duas doses) e o valor aqui pode variar de R$40,00 a 80,00.

Temos também as vacinas contra a gripe (tosse dos canis) e giardia ( que é uma zoonose e pode acometer humanos). Aqui são necessárias duas doses de cada, com intervalo de 21 dias entre cada uma e com um valor de R$70,00 a R$100,00.

Deve ser feito o reforço anual com uma dose de cada vacina que o peludo tomou nesse primeiro protocolo. Então anualmente o custo da vacinação fica em torno de R$300,00 se forem feitas todas as vacinas que eu citei acima.

Para os nossos peludos soberanos, os gatos, temos 3 tipos de vacinas e elas geralmente são adequadas ao estilo de vida do seu peludo: se ele vai pra rua, se você mora em casa, se ele tem contato com outros gatos, se você tem vontade de adotar um outro peludo ou não. O início do protocolo vacinal inicial deve ser feito a partir dos 60 dias de vida ou 8 semanas.
Considerando isso, são necessárias duas doses (alguns veterinários podem pedir 3 doses, isso é normal pois varia da conduta de cada veterinário) com intervalo de 21 dias entre elas.
Aqui, pela variedade de tipos de vacinas, cada dose pode variar de R$60,00 a R$120,00. A dose da vacina contra raiva fica no mesmo valor que eu citei acima porque para cães e gatos utilizamos a mesma vacina.
O mesmo reforço anual que eu citei acima para os cães deve também ser feito para os gatos. O custo desse reforço fica em torno de R$200,00 a R$ 250,00.

- Castração

A castração também é imprescindível ao seu peludo se você não tem o objetivo de ser um criador. Em outro post citamos os benefícios. Esse procedimento só deve ser feito por um médico veterinário capacitado, em uma clínica adequada, com anestesista e instrumentação estéril. Desconfie de procedimentos muito baratos. O valor da castração vai variar de acordo com o tamanho e peso do seu peludo. Geralmente, aqui na minha região, os valores vão de R$450,00 a R$1200,00 (para cães muito grandes).

Nesse post da Vanessa ela esclarece todas as vantagens e benefícios da castração de machos e fêmeas:
http://conscienciapet.blogspot.com.br/2011/05/castracao-para-reduzir-numero-de.html

- Alimentação e brinquedos

Aqui os custos geralmente variam bastante pois cada peludo precisa de um tipo de ração e hoje temos um número muito alto de produtos no mercado, sendo muito importante seguir, mais uma vez, a orientação do seu veterinário. As rações vão variar de mais ou menos R$15,00 a R$45,00 o kilo.
Se seu peludo precisar de uma ração terapêutica o custo, muito provavelmente, pode ser mais elevado. Os pacotes maiores tendem a ser mais baratos mas se você tiver um peludo pequeno e que come pouco eles não são indicados, pois, essa ração vai demorar muito a ser consumida totalmente e pode perder suas propriedades nutritivas.

O custo dos brinquedos varia muito mas você encontra a partir de R$5,00 ou fazer em casa mesmo. Tem vários vídeos legais de como fazer brinquedos interativos e super baratos em casa (principalmente para os gatos).

- Cuidados médicos

Nesse caso não consigo estimar um valor exato pois cada situação que precise de cuidados médicos exige procedimentos diferentes com custos diferentes.

Em um check up anual, por exemplo, para o seu peludo em que seja incluso uma consulta, um exame de sangue e uma ultrassonografia você  vai gastar em torno de R$300,00. Lembrando que o check up anual, fora da época das vacinas, é muito importante para detectar doenças precocemente e com isso fazer com que o tratamento e o prognóstico sejam mais favoráveis.

Na região em que estou, a diária de internamento com medicação, suporte correto e acompanhamento 24 horas, para um cão de até 10kg varia de R$160,00 a R$200,00, lembrando que isso varia conforme sua região e condição médica que seu peludo se encontra. Nesses casos podem ser necessários procedimentos e exames específicos que só o profissional que acompanha seu peludo poderá indicar.


Então vamos as contas?

- Primeira consulta: R$ 80,00 a 120,00*
- Vermifugação: R$ 10,00 a 30,00*
- Vacinas cães viroses e raiva: R$ 400,00**
- Vacinas cães giardia e gripe: R$ 320,00**
- Vacinas gatos: R$ 300,00**
- Castração: R$ 450,00 a R$1200,00*
- Check up anual: R$ 300,00*
- Reforço vacinas anuais cães: R$300,00*
- Reforço vacinas anuais gatos: R$200,00 a R$250,00*
- Alimentação (cão porte pequeno): R$ 45,00 a 100,00 (mensal)*
* Valores aproximados.
** Quando filhote.


Esse post tem como objetivo esclarecer que mesmo sendo animais, nossos peludos exigem cuidados médicos adequados e esses geram custos e que ter um cão ou gato não demanda só alimentação e carinho, eles também precisam de assistência medica para que sua vida seja plena, longa e feliz.

Em muitas cidades vemos um número absurdo de cães abandonados e na maioria das vezes foram abandonados porque ficaram doentes, porque a fêmea teve uma cria indesejada pois a castração nunca foi cogitada, porque aquela raça específica exige cuidados específicos, entre outros mil motivos.

Na minha rotina hoje, vejo cães que foram comprados por valores altos sendo vacinados em balcões de casas agropecuárias ou PetShops indevidamente. A vacinação e os cuidados médicos do seu peludo só devem ser realizados por um profissional veterinário capacitado e competente. Não submeta seu peludo ao que você não se submeteria.

Eu costumo comparar que adotar ou comprar um cão ou gato exige o mesmo planejamento e dedicação de quando você planeja um filho. Se o cão custa caro ou vai demandar mais cuidados médicos do que você pode arcar, adote. Temos tantos peludos abandonados, lindos e fofos precisando de um lar e de carinho.

Alguns tutores tem o costume de fazer um cofrinho ou poupança para seus peludos, como se fosse um plano de saúde em casa. Essa é uma ideia para os casos emergenciais e que somos pegos de surpresa, facilitando o acesso ao tratamento.

Espero ter ajudado vocês, até a próxima.
Rubis.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Hérnia Perineal em cães



Resulta do enfraquecimento e separação dos músculos e fáscias que formam o diafragma pélvico, promovendo deslocamento caudal de órgãos no períneo. A doença é comum em cães machos, especialmente os não castrados, e rara em fêmeas. Maior incidência entre os 7 e 9 anos, podendo ser uni ou bilateral.
Em geral, ocorre entre os músculos esfíncter externo e elevador do ânus e, ocasionalmente, entre o elevador do ânus e coccígeo. A causa exata da fraqueza muscular é desconhecida, mas alguns fatores têm sido propostos, como atrofia muscular neurogênica ou senil, miopatias, aumento de volume da próstata, alterações hormonais e constipação crônica. Algumas raças apresentam predisposição, como o boston terrier, pequinês e boxer.
Os sinais clínicos mais citados são tenesmo, constipação e aumento de volume perineal, que pode ser redutível ou não. Se houver retroflexão da bexiga urinária, ocorrerão estrangúria, disúria e anúria. Vários conteúdos são encontrados no saco herniário, sendo comum a presença de fluido seroso.
O diagnóstico baseia-se na história clínica, sinais clínicos, exames físicos (a palpação retal é um dos exames mais importantes), radiográficos e ultrassom.
Existe uma grande variedade de procedimentos cirúrgicos, sendo escolhido o melhor pelo médico veterinário que irá realizá-lo. Entre as técnicas cirúrgicas, as mais efetivas são as que utilizam transposições musculares. Se houver anormalidades retais associadas, estas devem ser corrigidas. Quando a hérnia é bilateral, as lesões podem ser corrigidas conjuntamente ou com intervalo entre os procedimentos cirúrgicos. Em casos de recidivas, podem ser utilizadas técnicas de correção. A orquiectomia é recomendada em associação à cirurgia por seus efeitos benéficos, lembrando que a castração não previne o enfraquecimento da musculatura do diafragma pélvico.


A utilização de antibióticos após 12 horas do procedimento cirúrgico é apenas indicada em pacientes debilitados ou com presença de tecidos isquêmicos, contaminados ou necróticos. A ferida cirúrgica deve ser mantida limpa, analgésicos e antiinflamatórios podem ser empregados para minimizar a dor e reduzir o edema. Situações de tenesmo devem ser controladas com uso de dietas ou laxantes para evitar esforço abdominal. O cão deve ser mantido com colar protetor até a retirada de pontos.
Muitas são as complicações observadas após o reparo de hérnias perineais. Entre elas, a lesão do nervo isquiático ou pudendo, incontinência fecal, infecção no local da incisão, deiscência de suturas, colocação de suturas no lúmen retal ou sacos anais, necrose da vesícula urinária, incontinência urinária, bem como a recorrência da hérnia.
As recidivas estão associadas à falha no isolamento das estruturas anatômicas, inadequada colocação de suturas ou escolha inapropriada de materiais de sutura. O tenesmo causado pela presença de divertículos e dilatações retais consiste em outro fator contribuinte para o processo. As taxas de recorrência variam conforme a técnica de correção utilizada, experiência do cirurgião, tempo de evolução da doença, conteúdo herniário e enfermidades associadas.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Urolitíase em cães

Cálculos urinários ou urólitos são concreções macroscópicas formadas no trato urinário que podem ser encontrados em qualquer uma de suas porções inferiores. Já as precipitações microscópicas são denominadas de cristais. Estes precipitados são chamados de urólitos ou cálculos urinários.
Alterações contínuas na composição da urina promovem a hipersaturação de substâncias eliminadas nesse líquido, que resulta em sua precipitação e subseqüente formação de urólitos.
Os fatores contribuintes para esse processo são: concentração elevada de sais na urina, tempo suficiente no trato urinário, pH favorável, formação de um núcleo central ou foco e redução da concentração de inibidores da cristalização na urina. A elevada ingestão nutricional de minerais e proteína e a capacidade de produzir urina altamente concentrada também contribuem para a hipersaturação da urina.
Os urólitos são classificados de acordo com sua forma, composição mineral e localização. Podem ter qualquer tamanho, ser duros, relativamente moles, brancos ou amarelos, lisos ou ásperos, arredondados ou facetados, múltiplos ou simples.
A constituição dos cálculos urinários varia muito. Cálculos formados por fosfato de amônio e magnésio (estruvita) são os mais comuns, seguidos por oxalato de cálcio, urato, silicato, cistina e tipos mistos.
Pequenos urólitos presentes na bexiga geralmente transitam até a uretra durante a fase de eliminação da micção. A obstrução é mais comumente observada em machos devido a uretra ser mais longa e mais estreita e cálculos com diâmetro ligeiramente menor que o diâmetro do lúmen uretral podem alojar-se depois do osso peniano e essa parece ser a localização mais freqüente desses urólitos. Fêmeas são menos suscetíveis a essa complicação por possuírem uretra mais curta e calibrosa. Quando ocorre obstrução e disúria nas fêmeas, os cálculos estão comumente localizados na pelve renal ou na bexiga.
Os urólitos podem lesar o epitélio causando inflamação com achados típicos de hematúria, polaciúria, disúria-estrangúria, além de predispor o animal ao desenvolvimento de infecção bacteriana no trato urinário. Associadas à infecção do trato urinário, septicemia e destruição do parênquima renal podem ocorrer em poucos dias nos animais com obstrução completa. Ocorrendo obstrução persistente, ambos os rins podem ser afetados resultando em uremia.
A mera presença de urólitos no sistema urinário nem sempre implica na necessidade de sua remoção; porém os urólitos resultando em sinais de disúria, hematúria, infecção do trato urinário, incontinência, obstrução ou azotemia, devem ser imediatamente tratados.
A urolitíase é normalmente diagnosticada através da combinação de anamnese, exame físico, urinálise, achados radiográficos e ultrasonográficos para a diferenciação entre urólitos e a infecção do trato urinário, neoplasia do trato urinário, pólipos, coágulos sangüíneos e anomalias urogenitais. Estes exames auxiliam no estabelecimento de um tratamento adequado para cada tipo de urólito.

O tratamento de urolitíase pode ser clínico, através da dissolução e/ou interrupção do crescimento subseqüente dos urólitos, ou cirúrgico através da remoção cirúrgica. O acompanhamento da terapia somado a um programa preventivo garante menor taxa de recidiva na maioria dos casos.
Além da dissolução clínica dos urólitos, a micção forçada por compressão da bexiga e a remoção por urohidropropulsão podem ser utilizadas como forma não cirúrgica de retirada de cistourólitos em alguns animais.
A dieta é a principal forma de se evitar recidivas dos urólitos em animais com predisposição a tê-los. O alimento fornece energia e nutrientes para o animal, sendo que alguns deles são essenciais e devem estar presentes na dieta. A quantidade de cada nutriente a ser oferecida na dieta deve ser adaptada em função do tipo de urólito do animal.
Em caso de recidiva da ITU, estará indicado o tratamento, por período indeterminado, com doses profiláticas de agentes antibióticos que sejam eliminados pela urina, em concentrações elevadas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Minha vida, meus cães (livro)

Neste livro, Mark Doty conta sua história, onde seus 2 Retrievers são os personagens principais no momento de superar uma fase dolorosa em sua vida: a morte de seu companheiro.
De modo poético, o autor narra a vida de seus cães, Arden e Beau, negro e dourado, mostrando como esses seres podem nos dar tanta força e alegria, ensinar sobre a vida e tornarem-se verdadeiramente os melhores amigos do homem.
Com muita coragem para expor seu dia-a-dia, com passeios na rua, momentos em casa e até mesmo o tratamento de seu companheiro, acaba por mostrar que a essência do livro são os cães, que acabam fazendo tanta parte de sua vida quanto o resto das pessoas em sua volta.
Recomendo o livo às pessoas que gostam, acima de tudo, da vida com um toque de poesia.

"Um livro terno e divertido... O autor Mark Doty captura brilhantemente as qualidades que tornam um cão adorável."
The New Yorker

sábado, 5 de novembro de 2011

SÍNDROME VESTIBULAR EM CÃES


O sistema vestibular tem como função manter o equilíbrio, e o posicionamento normal da cabeça e dos olhos.
A síndrome vestibular pode ser classificada em PERIFÉRICA e CENTRAL.
Diferentes podem ser as CAUSAS para o desenvolvimento desta síndrome, como um problema congênito, otite interna, traumatismo de cabeça, neoplasia, idiopática (quando não se sabe a causa), iatrogênica (aquela causada pelo homem, principalmente durante a limpeza dos ouvidos dos cães), geriatrica, ototoxicidade por algum fármaco, substâncias químicas, hipotireoidismo, sendo estas as causas para a síndrome vestibular periféria.
E em casos de síndrome vestibular central as causas mais comuns são neoplasias, encefalites, menigoencefalites, trauma, deficiência de tiamina.
É importante que o veterinário saiba diferenciar a síndrome vestibular periférica da central.
Os sinais clínicos da periférica são: head tilt (torção de cabeça), nistagmo horizontal/rotacional (movimentos involuntários do globo ocular) e não faz nistagmo posicional , andar em círculos, desorientação, pode também desenvolver síndrome de horner.
Os sinais da central são: nistagmo horizontal/vertical/rotacional, este nistagmo é posicional e não posicional, head tilt, ataxia, perda da propriocepção, e alteração do estado mental.
A diferenciação entre a periférica e central é importante tanto para direcionar o clínico com relação a causa e também ao prognóstico (chances de cura) visando que a síndrome vestibular central é mais considerada mais grave.
Para o diagnóstico da causa dessa síndrome é importante para o clínico o histórico do animal, e com exames laboratoriais ir excluindo as possíveis causas, até chegar na causa mais provável e iniciar um tratamento, que será diferente para cada causa.

Referências:

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