terça-feira, 23 de agosto de 2011

Doença do Carrapato


A Doença do Carrapato é denominada na veterinária Erlichiose Canina. É uma doença transmitida pelo carrapato para os cães e para os humanos também, portanto é considerada uma zoonose. Cães de qualquer idade, sexo e tamanho podem se infectar. O carrapato Rhipicephalus sanguineus, conhecido popularmente como carrapato vermelho ou carrapato marrom do cão, transmite, entre outros agentes, a bactéria Erlichia canis, responsável pelo quadro clínico da Erlichiose Canina.

O que é?

É uma doença infecciosa, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Acomete cães e, recentemente se descobriu que pode acometer humanos, sendo, portanto, uma zoonose. É relativamente comum, principalmente em áreas endêmicas, onde não há controle de carrapatos.

Como é transmitida?
P
ela inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio, por intermédio do carrapato. A principal espécie de carrapato que transmite a Erlichia canis é o Rhipicephalus sanguineus, conhecido popularmente com carrapato vermelho ou carrapato marrom do cão.


Quais os sintomas n
o cão?
Eles podem ser divididos em 3 fases: aguda, su
bclínica e crônica. Na fase aguda se observa geralmente febre, falta de apetite, perda de peso e fraqueza, podendo em alguns casos apresentar secreção nasal, depressão, petéquias hemorrágicas (pontos vermelhos na pele), sangramento nasal, sangue na urina, inchaço dos membros, vômitos, até sinais respiratórios. Na fase subclinica o animal geralmente não apresenta sintoma algum, o que chamamos de fase assintomática, pode ocorrer casos do animal apresentar algumas complicações tais como depressão, sangramentos, inchaço de membros, perda de apetite e palidez de mucosas. Na fase crônica, uma fase em que a doença é persistente, o animal pode desenvolver um quadro auto-imune, ou seja, comprometendo todo o sistema de defesa do animal. O animal então poderá apresentar os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, além de problemas oculares, neurológicos e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarréias, problemas de pele dentre outras.

É grave?
Depende da fase em que a doença for diagnosticada e do início da tratamento. Quanto antes se inicia o tratamento
nas fases agudas e quando usa-se o tratamento apropriado as chances de melhora de seu cão são excelentes, exceto nos casos mais crônicos, em que a medula já foi atingida pela doença.

Tem cura?
Sim, se tratada ade
quadamente. As chances de cura são maiores quando o tratamento é iniciado precocemente, por um Médico Veterinário. Na maioria dos casos as melhoras do quadro são observados com 48 horas do início do tratamento.

O que fazer?
Assim que perceber que seu cão está diferente, ou apresente alguns dos sinais clínicos aqui apresentados, levo-o para o Veterinário, e este sim será capaz de diagnosticar a doença (existem várias man
eiras e exames para isso) e iniciar um tratamento adequado para seu cão.

Como evitar?

Com uso de carrapaticidas na casa, por todo jardim e no ambiente em que o animal fica e também uso tópico em todos os animais que tiver em casa. Esses produtos são eficazes e previnem que seu animal se contamine e fique doente.

Importante: Uma vez iniciado o tratamento, mesm
o que você percebe que seu cão está bem, e não apresenta mais nenhum sintoma, o tratamento deve ser continuado durante todo o período recomendado pelo Veterinário. Caso não siga essas instruçoes, seu cão pode se tornar paciente crônico da doença.


A Erlichiose Canina ou Doença do Carrapato não é um bicho se sete cabeças, quando diagnosticada cedo, e seguida de um tratamento adequado indicado por um Veterinário, as chances de melhora de seu pet são ótimas!



Obrigada. Até o próximo post!

Fontes:

Saúde Animal - http://www.saudeanimal.com.br
/erliquiose_canina.htm Artigo: http://www.canildw.com.br/tecnica/parasitologia/Erliquiose%20Canina.pdf
Imagens:
Getty Images - http://www.gettyimages.com/
http://canilavalonland.blogspot.com/2010/07/erlichiose-canina.html


Um comentário:

  1. Minha cadela Lara, mestiça americano e boxer, tem a erliquiose cronica há cerca de 2 anos, sempre tratada por veterinário. Apesar de tratada desde o início, não conseguimos nos livrar da doença. Será que podemos ter esperança de que, pelo menos, ela volte a ter uma vida normal?
    Sirle Fratucci
    Osvaldo Cruz=SP
    sifrat@hotmail.com

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