sexta-feira, 9 de setembro de 2011

COMO CUIDAR DO SEU PEIXE

Olá pessoal, muita gente tem um peixinho em casa mas nem todos sabem dos cuidados que eles necessitam. Peixes são animais muitos sensíveis e precisam de inúmeros cuidados e uma atenção especial.
Aqui vão os principais cuidados que você deve ter com o peixinho:

O Peixe: cada tipo de peixe tem uma necessidade, que vai desde a alimentação com rações especiais até a temperatura ambiente pra ele sobreviver. Então os cuidados começam conhecendo o seu peixinho, você pode ir em uma loja especializada e perguntar para alguém especializado ou mesmo pesquisar na internet, o site Aquarios Online trás informações sobre vários tipos de peixes.

O Aquário: o tamanho do aquario depende da quantidade de peixes que você pretende ter, mas mesmo se for só um peixinho como o Beta, escolha o maior que você puder, espaço nunca é demais. É claro que quanto maior o aquário, maior o trabalho.
O aquário deve ser limpo pelo menos a cada dia, dependendo da quantidade de alga que se formar (a água vai ficando verde). para a limpeza existem sifões eles tiram a sujeira do fundo junto com a água, deve-se tirar metade da água, assim não é necessário tirar os peixes do aquário. têm também esponjinhas para limpar o vidro, mas lembrem-se de nunca usar produtos de limpeza, eles vão intoxicar os peixes. Existem também filtros próprios para aquário, mas mesmo com filtro a sifonagem deve ser feita.

Oxigenação: os filtros exercem também a função de oxigenadores, aquários grandes não podem ficar sem. Esses filtros contém componentes que fazem a limpeza da água e devem ser trocados de acordo com a indicação do filtro. Para a manutenção do filtro deve-se também cuidar do nível da água, se abaixar muito pode queimar o filtro.

Alimentação: peixes comem ração própria, procure a ração certa para a espécie do seu peixe. De aos poucos e tente dar a quantidade certa que eles comem, a ração sobressalente pode acarretar fungos na água, deixando seu peixinho doente.

Aquecimento: como eu falei antes, eles precisam de temperaturas adequadas e como são super sensíveis podem fácilmente morrer de frio. Existem aquecedores próprios onde vc regula a temperatura e ele mantém aquela. Para o verão não há uma solução muito exata, vale colocar saquinhos com gelo para abaixar a temperatura. Para monitorar isso existe termometros que você cola no vidro e ele indica a temperatura da água. Se você mora em um lugar muito quente escolha peixes que se adaptem a temperaturas mais altas. Mas se mesmo assim a água ficar muito quente vale por saquinhos com gelos na água.

Cloro: como a nossa água é tratada e tem cloro, quando trocar a água deve-se pingar desclorificante que é vendido em qualquer loja especializada. A quantidade de gotas vai de acordo com o produto, então leia a bula.

Outros: existem outros produtos que você pode usar pra garantir a saúde do seu aquário como:
- testes de pH: o pH da água é tão importante quanto a temperatura, se monitorar pode evitar que os peixes fiquem doentes. Se estiver muito ácido você pode colocar conchas e pedras que deixam a água mais alcalina. No caso de água estar alcalina existem acidificantes próprios para aquário ou você pode por pedaços de troncos na água.
- antifúngicos, antibacterianos e antiparasitários: também são próprios para aquários, você pode fazer um controle pingando algumas gotinhas sempre que limpar o aquário.

Por hoje é isso, como vocês puderam ver ter peixinhos exige muitos cuidados e atenção. Mas se você não tiver muito tempo disponivel os peixes Betas são bem fortes e vivem bastante, sem contar que como eles vivem sozinhos (geralmente se colocar mais de um em um aquário eles vão brigar por território) podem ficar em um aquário pequeno que não exija tanta manutenção (eles não possuem filtros e nem aquecedores), mas tentem não deixar eles em um locar muito pequeno, os Betas gostam lugares grandes para poderem exercer sua territorialidade. 
Até a próxima!


E UM FELIZ DIA DO VETERINÁRIO! A MELHOR PROFISSÃO DO MUNDO!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Periodontopatias - Limpeza bucal

Todo animal tem em sua boca uma flora bacteriana, que se adere aos dentes e se mineraliza, formando o tártaro. Devido a esse acúmulo de bactérias, elas crescem e produzem mais substâncias tóxicas, causando as periodontopatias (gengivite e periodontite). Mais comum em animais de porte pequeno.


Gengivite: inflamação da gengiva. Elas se tornam avermelhadas e inchadas, podendo haver sangramento. É reversível se houver limpeza, preferencialmente feita pelo veterinário.


Periodontite: é uma piora irreversível, porém estabilizável, da gengivite. Seu sinal mais comum é o mau hálito. Aparecem infecções com pus, a raiz do dente fica aparente e ocorre retração ou crescimento desordenado da gengiva. Nesse estágio o animal pode estar sentindo dor, acabando por deixar de comer e roer ossinhos.


Além de o animal correr o risco de perder os dentes e ter cáries (que são raras), o mais grave são as bactérias irem para a corrente sanguínea, atingindo e inflamando os órgãos. Já existem estudos que apontam as bactérias do tártaro como as mais frequentes aceleradoras da insuficiência cardíaca e renal em cães e gatos.


O tratamento é simples: tartarectomia 1 vez ao ano! Consulte um médico veterinário que faça a remoção dos tártaros bem feita, removendo TODAS as placas! É um procedimento onde a sedação é necessária para que não haja perigo de machucar o animal.
O ideal é, ao menos 3 vezes por semana, fazer a limpeza dos dentes e língua do seu pet você mesmo, com movimentos suaves, uma escova de dentes e creme dental específicos para animais. Nada tão complicado se a educação começar desde cedo! Ossinhos, biscoitos e até ração mais dura existem no mercado e ajudam a prevenir o tártaro.


*Evite, SEMPRE, dar alimentos doces para seu animal. Eles fazem muito mal para sua saúde e ainda mais para seus dentes.
*Se não específicas para animais, usar escova de dentes pediátrica. A pasta, de preferência adulta, e apenas um pinguinho!!! Líquidos para higiene bucal, nunca, pois o animal não sabe cuspir.

Fontes:
http://www.center.vet.br/tartarectomia.html
http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=tartaro.html
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL617115-5605,00-CAES+E+GATOS+TAMBEM+PRECISAM+TER+OS+DENTES+ESCOVADOS.html

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cuidados com a Cadela/Gata Gestante

Os cuidados com uma cadela ou gata gestante são dobrados, afinal, os filhotes depedem 100% das mães para sobreviver neste período. A saúde de uma ninhada começa com os cuidados que o proprietário deve ter com a cadela/gata gestante. É ela quem vai garantir a vida dos filhotes nos primeiros dias de vida.

Uma gestação saudável de uma cadela dura em média de 57 a 63 dias e na gatas, de 60 a 64 dias.

Primeiramente, é preciso se ter certeza que sua cadela ou gata está realmente prenhe, pois elas também tem gravidez psicológica (pseudociese ou peseudogestação), que pode confundir o proprietário, uma vez que elas adotam o mesmo comportamento de cadelas gestantes. Por isso é importante o:

DIAGNÓSTICO DA GESTAÇÃO – deve ser feito por médicos veterinários, por ultrassom a partir dos 25 dias ou por raio X a partir dos 45 dias.

Uma vez confirmada a gravidez, alguns cuidados básicos devem ser tomados, para que sua cadela/gata mantenha-se saudável e feliz durante toda a gestação, e principalmente para o bem dos filhotinhos que estão por vir.

Segue uma lista com os principais cuidados que devem ser tomados para o bem-estar da cadela/gata gestante e seus filhotes:

DIETA – As cadelas/gatas devem estar com peso ideal durante a gestação, a obesidade em uma grávida pode ter sérias conseqüências. Além de água sempre limpa e fresca à disposição da futura mamãe, nas 3 primeiras semanas, a dieta deve ser de manutenção e de boa qualidade, já que ela não aumentará muito de peso neste período. Na terceira semana, o apetite dela pode diminuir, podendo apresentar náuseas e vômitos. Neste período o ideal é estimular o apetite, cada dono conhece os gostos e preferências de seu animal, uma boa dica é misturar pó de alho na ração, ou a utilização de rações úmidas. Da quarta semana em diante, as necessidades energéticas e protéicas dela só aumentarão, em função do rápido crescimento dos filhotes, por isso deve-se aumentar o consumo de ração gradativamente, de 20 até 40% da manutenção. Uma boa dica é fornecer a ração em porções menores mais vezes ao dia. Nas 24 a 48 horas antes do parto, as cadelas/gatas normalmente param de se alimentar. O importante é lembrar que as necessidades nutricionais da mãe continuam após o parto, pois o período de lactação exige muito do organismo da mãe, e se, neste período, a dieta for de boa qualidade, o uso de suplementos e vitaminas não se faz necessário, ao menos, quando indicado por um Médico Veterinário.

EXERCÍCIOS – Exercícios leves à moderados são indicados, como passeios regulares, as nunca submeter a cadela/gata prenhe à grandes esforços físicos. Nas 3 últimas semanas de gravidez, os passeios não são aconselhados, além do esforço prejudicial, evita-se contato com outros cães que possam transmitir doenças à mãe, e consequentemente aos filhotes.

VACINAÇÃO – O ideal é que a cadela/gata seja vacinada antes do período do acasalamento. Depois de prenhe, a vacinação não é indicada.

VERMIFUGAÇÃO – O ideal é que a cadela/gata seja vermifugada antes do acasalamento, durante o período inicial da gravidez é contra-indicada, após 45 dias de gestação é possível sobre orientação de um Médico Veterinário.

ISOLAMENTO – Isolar a cadela/gata gestante nas 3 últimas semanas de prenhez e nas primeiras 3 semanas pós-parto é indicado o isolamento da mãe, para previnir o contágio de doenças a partir de outros cães, principalmente o Herpes vírus, que na cadela gestante pode levar ao aborto, bem como morte de recém-nascidos. Existe vacina para evitar o contágio com Herpes vírus, para isto, consulte um Médico Veterinário.

Tomando os devidos cuidados com a cadela/gata gestante, teremos filhotes saudáveis, fortes e bem formados.

Ter uma ninhada em casa é uma atitude que requer responsabilidade, tempo de dedicação e recursos para manter a saúde da mãe e de seus filhotes. É um processo trabalhoso e que requer grande disposição por parte do proprierio da fêmea.

Obrigada, até a próxima!

Fontes:

DogTimes

LinkSaúde Animal

Clinicão

Getty Images

PESSOAL, HOJE UMA AMIGA NOSSA DO BLOG ENCONTROU NA REGIÃO DE LONDRINA-PR UMA CAIXA COM 12 FILHOTINHOS. NENHUM DELES TEM UM LAR AINDA. ELES PRECISAM DE CUIDADOS E UM LAR URGENTEMENTE! SE NÃO PUDER ADOTÁ-LOS, AJUDE-NOS A DIVULGAR.

AQUI ESTÃO FOTOS DOS FILHOTINHOS, E CASO SE INTERESSE, ENTRE EM CONTATO PELO EMAIL DO BLOG (www.conscienciapet@gmail.com) OU SE FOR DE LONDRINA, PELO EMAIL DA NATI (nati-ferraz@hotmail.com).

OBRIGADA, OS FILHOTINHOS AGRADECEM! TODA AJUDA É BEM VINDA.

sábado, 3 de setembro de 2011

O que pensar antes de adquirir um animal

Muitas pessoas ao verem um filhotinho deixam-se levar pelo impulso, comprando ou adotando, mas esquece de pensar de que aquele bichinho é uma vida que dependerá de seus cuidados para sempre, então ai vai uma lista de coisas que devemos pensar antes de adquirir um animalzinho.

*Os filhotes devem ser vacinados (3 doses quando filhotes- e o preço de uma vacina de boa qualidade é de aproximadamente R$ 35,00, 1 dose de vacina anti-rábica e devem ser vermifugados).

*As vacinas devem ser reforçada anualmente (1 virose e 1 anti-rábica) e vermifugados a cada 6 meses.

*Aquele cãozinho ou gatinho que você comprou/adotou vai crescer.

*Todo animalzinho por mais fofo que seja faz barulho, bagunça (muitas vezes podendo destruir sapatos, roupas, riscar o seu carro, fazer suas necessidades em locais indesejáveis,...).

*Vivem em média 13 anos, mas podem viver muito mais (depende da raça e tamanho do seu cão, já que animais de grande porte costumam viver menos que os de pequeno porte).

*Eles dão gastos, e muito (ração, banhos, veterinário,...)

*Quanto maior o animal, maiores são os gastos, já que eles comem MUITO mais que um cãozinho pequeno, ou gato, e também com relação a medicamentos, se necessário, os gastos serão extremamente maiores, visto que quase todas as medicações feitas pelos veterinário, são calculadas a partir do peso do animal.

*Um dia eles se tornarão cães e gatos velhinhos, não tento mais toda aquela beleza, e disposição que eles tinham antes, mas ainda te amará muito, e vai querer ser amado também.

*Suas viagens terão que ser planejadas junto com seu animal, se quiser levar seu cão nem todos os hotéis aceitam a presença deles, se não pretende levar seu pet, tem que deixar seu animal com pessoas de responsabilidade para te substituir no período de sua ausência.

*Sua casa nunca mais será a mesma com a presença desses animais, já que eles sujam, deixam cheiros, latem, mas por outro lado sua casa será um ambiente muito mais FELIZ.

Cães tornam-se extremamente dependentes do seu dono como as crianças aos seus pais, por isso é importante pensar bem antes de adquirir um animal, eles não podem pagar pela IRRESPONSABILIDADE de seus donos, e por mais que algumas pessoas não notem, eles têm sentimentos pelos seus “AMIGOS=DONOS” afinal sempre que o melhor amigo dele chega em casa depois de um dia cheio e estressante, são eles que vem correndo fazer festinha e ficam felizes pelo seu retorno.

“POR ISSO NÃO ABANDONE UM AMIGO, QUE NUNCA TE ABANDONA”

Valeu pessoal!!

Foto: gettyimages


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O QUE SEU GATINHO PRECISA


Certamente você vai precisar investir em alguns acessórios básicos pra o bem-estar de seu gatinho, a começar por uma boa caixa de transporte com o tamanho ideal para um gato adulto. É nela que seu gato será transportado com segurança durante as visitas ao Veterinário, ao hotelzinho ou nos passeios de carro com a família.
Uma cama adequada e confortável também será necessária, embora muitos gatos escolham os locais mais etranhos para dormir, como sobre a TV ou no meio de um grande bicho de pelúcia.
Outro item fundamental é a caixa sanitária para que o gato faça suas necessidades, especialmente se a idéia é manter o bichano sempre dentro de casa. Ela deve ser colocada em local estratégico e longe da área em que o gatinho será alimentado. Dentro da caixa, a areia pode ser natural ou à base de argila artificial, que geralmente possui agentes para diminuir os odores. Mas vale frisar que a caixa sanitária deve ser limpa diariamente para evitar que o gato acabe escolhendo outros locais para fazer as necessidades.
Comedouro e bebedouros podem ser de plástico, mas também devem ser higienizados todos os dias. os brinquedos vão depender da preferência do animal. Muitos gatos adoram brincar com bolinhas, outros nem tanto. A quantidade e o tipo de brinquedo a ser adquirido para o filhote ficam a critério do dono.
Um arranhador também será necessário para manter as unhas do gato sempre aparadas. Ainda que seu gato seja mantido sempre dentro de casa, muitas vezes a fuga é inevitável. Por isso, providencie uma coleira segura e com identificação. Assim, será mais fácil e rápido reaver seu bichinho de estimação.
E caso tenha optado por uma raça de pêlo longo, escovas, pentes e produtos para desembaraçar os pêlos são imprescindíveis.
Apesar da quantidade de itens, com uma boa pesquisa de mercado e aquisição de artigos mais simples,os custos podem ser reduzidos consideravelmente. Todos esses acessórios são facilmente encontrados em lojas de produtos pet.
É isso gente...até o próximo post

Fonte: Anuários Cães 2009- especial gatos

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Arterite Viral Equina (AVE)

Introdução:



É uma doença infecciosa provocada por um vírus que se manifesta por meio de sintomas respiratórios, de caráter cosmopolita.


Acomete mais a espécie eqüina, causando aborto em éguas, além de restrições internacionais para o tráfego e comercialização de animais e sêmen.


Epidemiologia:


A doença aparece principalmente em cavalos de raças puras, de todas as idades. Nos potros desde o desmame até um ou dois anos de idade, mas a manifestação do vírus é mais grave em cavalos adultos. A doença ocorre em áreas de alta concentração de animais, pois o vírus dissemina-se rapidamente num grupo de eqüinos suscetíveis.


A exposição ao vírus da arterite pode resultar no desenvolvimento da infecção com manifestações clínicas características ou ter uma evolução assintomática.


Transmissão:


A infecção se instala durante a fase aguda, mais freqüentemente, por meio das vias respiratórias, orais, aerosóis, fômites, água, sangue e alimentos contaminados por secreções e excreções de animais doentes, venéreas, no contato com fetos abortados e placenta no pasto ou mesmo no simples contato entre os animais doentes e sadios. Potros nascidos de éguas soropositivas adquirem anticorpos através da ingestão do colostro, tornando-se soronegativos.


O vírus é encontrado nas secreções respiratórias e em outros tecidos. O período de incubação da doença varia, com uma média de 7 dias, seguido por um quadro febril de 39 a 41ºC, justamente quando o vírus está presente no sangue. A doença pode permanecer no animal por até 8 dias.


Sinais Clínicos:


Apesar da maioria dos casos de AVE serem subclínicos, pode haver a doença variando quanto à severidade.


Os sintomas respiratórios caracterizam-se principalmente por corrimento nasal, congestão, lacrimejamento, conjuntivite, edema palpebral, e edema pulmonar. O animal ainda apresenta fraqueza muscular, tosse, apatia, depressão, falta de apetite, diarréia e cólica. Alguns animais estabulados podem sofrer edemas dos membros, que nos garanhões pode se estender até o prepúcio e escroto e nas éguas até as mamas. Menos freqüentemente, observa-se fotofobia, leve opacidade córnea, dispnéia, instabilidade no caminhar, rigidez, ulceração e crepitação das articulações.


O principal sintoma dessa doença são os abortos, que podem chegar de 50 a 80% e ocorre de sete a quatorze dias após o início dos sintomas clínicos. Uma égua que é AVE negativa que tenha sido inseminada artificialmente com sêmen de um reprodutor AVE positivo, não corre o risco de abortar. Sem dúvida ela corre o risco de se contaminar com AVE e se colocar entre outras éguas prenhas que podem ter aborto.


O tratamento e o diagnóstico devem ser feitos por um Médico Veterinário!


Controle e prevenção:


Não podemos deixar de lembrar que toda doença infecciosa não é controlada somente através de vacinação, mas também por meio de estratégias como quarentena, divisão dos animais por categoria, identificação dos garanhões e éguas infectadas, boa higiene do manejo e das instalações.


REFERÊNCIAS


http://www.biologico.sp.gov.br/artigos_ok.php?id_artigo=145


http://www.abqm.com.br/SecaoTecnica/arterite.htm


http://www.tecsa.com.br/media/file/pdfs/DICAS%20DA%20SEMANA/EQUINOCULTURA%202010/Arterite%20viral%20equina.pdf


http://www.gege.agrarias.ufpr.br/Portugues/equideo/Arquivos/aula%20profilaxia%20e%20sanidade.pdf

terça-feira, 30 de agosto de 2011

QUANDO ACASALAR SEU PET?


Olá pessoal!

Hoje estava conversando com um amigo, também estudante de Veterinária, o Tobias, e ele sugeriu um post sobre a reprodução dos nossos pets. Achei muito interessante e procurei me apronfundar no assunto. A seguir estão algumas informações importantes e boas dicas pra quem deseja acasalar seu pet.

O CIO
Época em que a fêmea está no seu período fértil, e aceita a cobertura do macho. Na maioria das raças o primeiro cio é observado entre 7 a 10 meses de idade. Para identificá-lo basta observar a região genital externa das cadelas (vulva), que estará inchada e poderá apresentar um leve sangramento, que dura em torno de 7 dias. Algumas cadelas não apresentam o sangramento nem o ichaço da vulva e por isso fica difícil identificar o melhor momento para o acasalamento, esse cio é chamado de "cio seco", porém o macho ou alguns testes de dosagem hormonal ou citologia vaginal podem identificá-lo, este tipo de cio pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em cadelas mais velhas. O cio dura em média 15 a 20 dias, o que quer dizer que após o término do sangramento a cadela continua fértil por mais alguns dias. O intervalo de um cio pro outro varia de 5 a 7 meses, sendo que o importante é que este intervalo seja constante.

As fêmeas tem cio até o final da vida, ou seja, elas não tem menopausa como as mulheres.

O macho é atraído pela fêmea pelo odor de uma substância eliminada na urina da cadela, que pode ser sentida de longe.


QUANDO ACASALAR?
A idade certa leva em conta o desenvolvimento dos cães, eles precisam amadurecer e completar seu desenvolvimento psicológico e físico, atingindo um peso apropriado para a raça.

Os machos podem acasalar a partir dos 12 meses e as fêmeas a partir dos 18 meses ou do terceiro cio.

Os machos podem se reproduzir durante toda a sua vida, desde que desfrutem de uma boa saúde e boa qualidade de sêmen. Já as fêmas, estudos mostram que elas se encontram aptas para reprodução até os 12 anos em média. Em cadelas com mais de 6 anos não é indicado o acasalamento pela primeira vez, pelas maiores chances de problemas do parto, uma vez que elas nunca criaram, e não tem o organismo preparado como as cadelas que já se reproduziram várias vezes.
O período ideal para acasalar varia de raça para raça. Para raças de pequeno porte, a partir do oitavo dia após o início do cio, e para as raças maiores a partir do décimo primeiro dia, indo até o décimo quinto dia. Lembrando que o primeiro dia é aquele em que a cadela começou a sangrar, ou nos casos de cio seco, aquele em que o macho se aproximou ou que os testes laboratoriais detectaram.

DICA: Para certificar-se que sua fêmea está apta para acasalar, passe o dedo na base o rabo da cadela, se ela estiver receptível, ela colocará o rabo de lado deixando a vulva à mostra. Se ainda estiver em dúvide, procure um Veterinário e a partir de testes citológicos ele poderá confirmar o período reprodutivo de sua cadela.

CURIOSIDADE: Existem algumas raças em que o acasalamente é difícil e não acontece de forma natural, por isso, os Médicos Veterinários estão se tornando cada vez mais especializados em Reprodução Canina. Tanto nesses casos de raças de difícil cruza natural como os Bulldogs e Basset Hounds, casos de animais estéreis ou com problemas reprodutivos, a inseminação artificial já é uma realidade pra nós do mundo pet. Se você tem interesse, converse com seu veterinário e descubra mais sobre essa técnica.

De todas as dicas e informações passadas até agora, para nós do ConscienciaPet o mais importante é que você tenha em mente:

Que antes de colocar sua cadela pra criar, é de suma importância que ela esteja saudável, vacinada, vermifugada, com peso corporal apropriado para a raça, tenha mais de 18 meses ou já passou por 3 cios e principalmente, que você tenha planejado o que fazer com os filhotes. Eles são vidinhas especiais que vieram ao mundo e precisam de muitos cuidados, dão trabalho e exigem tempo, dinheiro e cuidados especiais. Esteja sempre ciente disso!

E que se você não tem interesse em reproduzir seu pet, seja ele macho ou fêmea, a indicação é a castração, e quanto mais precoce melhor! Vale a pena acessar o post da castração pra relembrar as grandes vantagens da castração para seu pet.

Pronto!! Sua cadelinha está grávida e saudável! Nos próximos posts serão abordados os principais cuidados com a cadela gestante e com seus filhotinhos recém-nascidos.

Obrigada, até a próxima.

Fontes:
Universo do Cão (www.universodocao.com.br)

Dog Times (www.dogtimes.com.br)

Fotos:

www.fotoseimagens.etc.br
www.gettyimages.com.br


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